Hacker Walter Delgatti volta para 'presídio dos famosos', em Tremembé, para cumprir regime semiaberto
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de arquivo - Delgatti na CPI dos Atos Golpistas
Geraldo Magela/Agência Senado
O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', conhecida como o "presídio dos famosos", em Tremembé, no interior de São Paulo, para cumprir a pena em regime semiaberto.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou que Delgatti deu entrada na P2 ainda nesta quarta-feira (14).
Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. Em dezembro, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também na região do Vale do Paraíba.
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STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ
Na última segunda-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o hacker cumprisse a pena em regime semiaberto.
Ele foi condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A defesa de Delgatti foi procurada pelo g1 para comentar a transferência para a penitenciária de Tremembé, e aguardamos retorno.
Invasão do CNJ
Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.
Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.
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Moraes autoriza hacker Delgatti a progredir para regime semiaberto
Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo.
Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.
Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
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