Médico alerta para riscos do uso recreativo de tadalafila durante o
Carnaval
13/02/2026
(Foto: Reprodução) A saúde sexual deve ser tratada com base em evidências científicas, evitando o uso indiscriminado de substâncias que impactam o sistema vascular
Instituto Homem/Divulgação
Com a chegada do Carnaval, cresce também a preocupação de médicos com o uso indiscriminado de medicamentos voltados à disfunção erétil, especialmente a tadalafila.
Impulsionado por mitos, pressão social e desinformação, o consumo recreativo da substância tem se tornado mais comum em períodos festivos, quando a busca por desempenho e resistência física aumenta.
Segundo profissionais de saúde, o uso sem indicação médica pode trazer riscos importantes, principalmente quando associado ao consumo de álcool, estimulantes ou outras substâncias comuns em festas prolongadas.
Uso sem necessidade médica preocupa
A tadalafila é um medicamento indicado para condições específicas, como a disfunção erétil diagnosticada e, em alguns casos, problemas prostáticos. No entanto, seu uso por homens jovens e sem indicação clínica tem sido observado com mais frequência.
“O problema não está no medicamento em si, mas no uso sem avaliação médica. Muitos homens utilizam a tadalafila como uma espécie de ‘segurança extra’, sem entender que ela atua no sistema cardiovascular”, explica o Dr. Flavio Machado, médico em saúde sexual masculina.
De acordo com o médico, o uso recreativo parte da falsa ideia de que o medicamento melhora o desempenho de qualquer pessoa, quando, na realidade, ele não aumenta desejo, excitação ou energia sexual em homens saudáveis.
O Instituto Homem reforça a importância da informação correta para que o bem-estar masculino seja preservado durante e após os períodos festivos
Instituto Homem/Divulgação
Associação com álcool aumenta os riscos
Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma ser elevado, o que acende um sinal de alerta adicional. A combinação entre tadalafila e álcool pode provocar efeitos como queda de pressão arterial, tontura, mal-estar, dor de cabeça e palpitações.
“O álcool já interfere na resposta sexual e cardiovascular. Associar isso a um medicamento vasodilatador pode trazer consequências imprevisíveis, principalmente em ambientes de esforço físico intenso, calor e desidratação”, alerta o médico.
Pressão social e desinformação
Especialistas apontam que o uso recreativo também está ligado à pressão social por desempenho e à comparação constante, alimentada por conversas informais e informações equivocadas nas redes sociais.
“Muitos homens acabam recorrendo ao medicamento por medo de falhar ou para atender a uma expectativa que não é realista. Isso reforça a ideia de que a performance precisa ser artificialmente sustentada”, afirma Dr. Flavio Machado.
Esse comportamento, além de desnecessário na maioria dos casos, pode mascarar questões emocionais, ansiedade de desempenho e inseguranças que deveriam ser abordadas de outra forma.
O Dr. Flavio Machado, especialista em saúde masculina, alerta que o uso de medicamentos sem avaliação clínica pode mascarar problemas emocionais e causar efeitos colaterais
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Quando procurar orientação médica
Profissionais de saúde reforçam que qualquer medicamento que atue no sistema vascular deve ser utilizado apenas com prescrição e acompanhamento médico. A avaliação individual é fundamental para entender se há indicação, riscos associados e possíveis interações medicamentosas.
“A saúde sexual faz parte da saúde integral do homem. Usar medicamentos de forma recreativa não resolve inseguranças e pode criar novos problemas”, conclui o Dr. Flávio Machado.
Durante períodos festivos como o Carnaval, a recomendação é clara: informação, cuidado e responsabilidade são os melhores aliados para preservar a saúde e o bem-estar.
Responsável Técnico: Dr. Flavio Machado - CRM 196137