Professor cria corujas e gavião em apartamento de Poá

  • 11/03/2026
(Foto: Reprodução)
Pet na tv: descubra qual a rotina e os cuidados dos tutores de animais exóticos A presença de pets nos lares brasileiros é comum, mas tem crescido o número de famílias que adotam espécies consideradas exóticas, como corujas, gaviões, ratos e coelhos. A rotina de cuidados, no entanto, é bem diferente da de cães e gatos. Após um intercâmbio nos Estados Unidos, onde participou de um encontro sobre aves de rapina, o professor André Oliveira fez cursos de falcoaria no Brasil. Hoje, ele e a esposa criam em um apartamento em Poá duas corujas-das-torres, uma da espécie Bubo virginianus e um gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp "Cada um tem um nome inspirado em um personagem. Todos atendem pelo nome, todos são treinados para poder atender ao chamado que a gente faz com eles", explicou o professor. O casal dedica, em média, duas horas e meia por dia aos cuidados com as aves, que incluem pesagem duas vezes ao dia e treinamentos diários. “Temos que ver se o ambiente está adequado, se a temperatura e a umidade estão boas para eles. Fazemos todo um cuidado, fora a socialização. Existe toda uma técnica de falcoaria e de comportamento animal aplicada para eles serem dóceis e gostarem do contato humano", detalhou Oliveira. Segundo ele, o treinamento correto é fundamental para o convívio, especialmente na época de troca de penas, quando o humor das aves pode mudar. O processo é conhecido como "imprinting". “Nós cuidamos deles e eles acham que somos sua família. Então, eles vão nos enxergar como parentes, como pai, como mãe", disse. A alimentação das aves de rapina também é particular. Oliveira armazena codornas e ratos no freezer, que servem de alimento. “Nós pesamos eles antes e após comer, e durante o treinamento, para vermos a taxa de metabolismo. Toda a nutrição deles é pensada e balanceada para o bem-estar, para deixar o mais próximo possível de como a carne seria na natureza." Em Suzano, o almoxarife José Luis também optou por pets não convencionais. A criação começou com um esquilo da Mongólia e, com o tempo, vieram hamsters, coelhos e ratos. Hoje, ele tem dois coelhos e cerca de 15 ratos em seu apartamento. Ele conta que os ratos se reproduziram rapidamente. “Um macho cruzou com outra fêmea. Nisso, duas ficaram grávidas de uma só vez. Em questão de semanas, estávamos com 18 ratos", explicou. José Luis ressalta que a limpeza do ambiente é frequente para evitar doenças. "A limpeza é a cada dois dias, mas todo dia tem que tirar os panos, no caso dos ratos, e dar uma limpada nas gaiolas. Porque, se não houver um cuidado adequado, eles podem transmitir doenças para os outros animais e para nós também." A alimentação dos roedores e coelhos é baseada em verduras frescas. Ao todo o gasto mensal com os animais pode chegar a R$ 400. Para o almoxarife, porém, o custo emocional é o que mais pesa. "Recentemente perdi uma rata e uma coelha. Às vezes um tratamento vai de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil, e você vê que o bichinho acaba morrendo. Dá um peso enorme, porque você sente como se fosse um membro da família morrendo", desabafou. Legalização e desafios O veterinário Matheus Firmino Tavares explicou que um animal exótico é todo aquele que não é nativo do Brasil, mas pode ser comercializado no país. Já os silvestres são animais da fauna brasileira e são tratados como pets não convencionais em domicílio. “Animais exóticos, eles têm que crucialmente junto a tutor, serem adaptados ao ambiente em que ele vive. O ouriço Pigneu, por exemplo, é de nacionalidade muito quente. Obrigatoriamente tem que adequar o ambiente dele, a temperatura do seu terrário”. Tavares também alertou sobre a importância de adquirir um animal exótico ou silvestre de um local legalizado, para assim evitar problemas na saúde do bicho. “Animais assim precisam ter acompanhamento veterinário próximo e especializado. Porque são animais com peculiaridades muito específicas.” De acordo com o Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres (Cetras), no ano passado a unidade recebeu 9.486 animais para acolhimento, um aumento de 10,7% em relação a 2024. As entregas voluntárias cresceram 31,6%, e a principal razão, segundo o órgão, é a dificuldade dos tutores em manter os animais quando se tornam adultos. O professor André Oliveira afirma que o processo para adquirir legalmente suas aves foi burocrático. "Para ter um animal como esse, primeiro eu tenho que adquirir de um criador legalizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Tem um local específico que vai te entregar um animal saudável, com a legalidade do Ibama. Tem que vir sempre de criatório legalizado." Leia mais Suspeito de matar homem em condomínio de Mogi das Cruzes é preso Alto Tietê tem mais de 2,5 mil vagas de emprego nesta quarta-feira; confira lista Oliveira tem três corujas e um gavião em casa Reprodução/Tv Diário Veja tudo sobre o Alto Tietê

FONTE: https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2026/03/11/professor-cria-corujas-e-gaviao-em-apartamento-de-poa.ghtml


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